segunda-feira, 9 de julho de 2012


blogue do zeca

sábado, 7 de julho de 2012


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Jean-Jules-Antoine Lecomte du Nouÿ: Homère mendiant, 1881.

BLOGUE DO ZECA

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VIVA O COLESTEROL


OBRIGADO, DILA

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GENEROSIDADE

O britânico John Elkington estabeleceu, no que chamou de tripla linha básica, o que deve ser feito para buscar a sustentabilidade: ser ambientalmente correto, ser socialmente justo e ser economicamente viável.

Há um quarto elemento, porém, para que a sustentabilidade seja atingida: a generosidade.

A generosidade é a qualidade do que é generoso, pródigo, do que perdoa facilmente, do que é nobre, leal; a virtude de quem acrescenta algo ao próximo. Generosas são as pessoas que se sentem bem em dividir algo com mais pessoas.

Uma senhora idosa estava varrendo a calçada junto a um terreno baldio, próximo onde ela morava. Uma amiga, ao passar, comentou: Não precisa varrer esta calçada, ela não é sua, ao que a senhora contraditou: - mas eu sempre passo por aqui.

A generosidade é o traço da personalidade de pessoas que trouxeram benefícios universais e definitivos para a humanidade, como Mahatma Ghandi, Buda, Jesus Cristo, Nelson Mandela, Martin Luther King, Madre Teresa de Calcutá e outros.

No livro “Princípios da Filosofia”, René Descartes cita a generosidade como “uma despertadora do real valor do Eu” e ao mesmo tempo uma mediadora para que a “vontade se disponha a aceitar o concurso do entendimento”.

A generosidade é, portanto, uma qualidade de quem coloca os interesses de terceiros no mesmo plano de seus interesses pessoais, para resolver um problema que atinge a todos. É também a qualidade de quem busca o entendimento.

No campo do Direito, essas ideias são chamadas de “direitos difusos” (aqueles que são do interesse do conjunto da sociedade).

A generosidade sendo, portanto, princípio de sustentabilidade, reforça os outros três.

No contexto da generosidade corporativa, pode-se pensar na seguinte imagem: importante é conhecer não só a nascente do rio, mas todo o seu trajeto até a foz e mais além, para que não se percam os peixes.

No mundo corporativo, essas ideias começam a tomar força, porque a luta por um mundo sustentável, além de ser exigência para a sobrevivência de todos (uma das características da generosidade), também melhora a imagem da empresa junto a seu público.

Fonte: Jornal Bem Estar – julho 2012

quarta-feira, 4 de julho de 2012


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Ross McEwan (Artista encontradas em gaksdesigns )

O QUE A INDÚSTRIA BRASILEIRA TEM FEITO PELA SUSTENTABILIDADE


SETOR AUTOMOTIVO – Um automóvel fabricado hoje emite 28 vezes menos poluentes que um veículo produzido há 30 anos. O etanol, que não contribui para o aquecimento global, começa a ser usado em motos  e aviões. Em três anos, o volume de água usado na produção de cada carro caiu de 5,5 para 3,9 m³.

 ELÉTRICO E ELETRÔNICO Cerca de 3.800 modelos de equipamentos de 206 fabricantes já receberam o selo procel, de eficiência energética. Também há investimentos nas fábricas. As turbinas hidrelétricas são 15% mais eficientes do que há dez anos.


 QUÍMICO  as emissões de gases causadores do efeito estufa caíram 47% em dez anos. O consumo de água por tonelada de produto diminuiu 34%. A taxa de reciclagem do material descartado passou de menos de 5% em 2001 para uma média próxima de a 30% em 2010.

ALUMÍNIO – Hoje, 97% das embalagens são recicladas, um dos mais altos índices do mundo. O Brasil é líder de aproveitamento de latas para bebidas. A Inbra Metais foi a primeira empresa de reciclagem de alumínio a zerar suas emissões de carbono, comprando créditos de outras indústrias.


MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS – 90% das empresas do setor têm políticas para minimizar o impacto no ambiente e 60% das grandes tem certificação ambiental ISO 14.001. A associação do setor criou, em 2009, o projeto Carbono Zero, que incentiva medias para reduzir as emissões de gases que alterem o clima.

CONSTRUÇÃO – Há alguns projetos para aumentar a eficiência das construções. Uma das técnicas mais promissoras envolve substituir as paredes comuns por estruturas de aço revestidas com gesso. São mais leves e permitem redução no consumo como materiais como cimento e brita.

ELÉTRICO – O Brasil produz 90% de sua eletricidade a partir de fontes renováveis, acima da média mundial de 18%. As empresas investem em fontes alternativas, como a geração de energia a partir de gás de dejetos orgânicos da criação de suínos.

FLORESTAL – Algumas empresas produzem sem desmatar A Guavirá, em Mato Grosso, maneja a mata nativa de forma sustentável. Retira entre 5 a 10 árvores por hectare. Só retorna à mesma área após 25 ou 30 anos, período suficiente para o crescimento de novas árvores.

CELULOSE E PAPEL – A madeira para produção de celulose e papel vem de florestas plantadas. São 2,2 milhões de hectares de pelos e eucalipto, mesclados com 2,9 milhões de hectares de florestas nativas preservadas. Para gerar energia, as empresas 85% de biomassa, que não contribui para o aquecimento global.

CIMENTO – As empresas usam resíduos de outras indústrias, como pneus velhos, na produção de energia para os fornos. São 672.000 toneladas que viram substitutos de matéria prima.

ALIMENTOS – De 198 projetos de crédito de carbono no Brasil, inscritos até novembro de 2011, 85 eram das empresas de alimentação.  Até 2020, esses projetos terão evitado a emissão de 34,8 milhões de toneladas de gás carbônico, o equivalente a replantar o cerrado em metade da área do Distrito Federal.

AÇO – As indústrias de aço se comprometeram com o Ministério do Meio Ambiente a atingir, em até quatro anos, 100% de florestas plantadas para atender sua demanda de carvão vegetal. Com isso, eliminará o consumo de carvão de desmatamento.

SUCROENERGÉTICO – As usinas usam o próprio bagaço da cana-de-açúcar para gerar energia limpa para seu funcionamento e ainda vendem para a rede elétrica. Nos canaviais, os fertilizantes industrializados são substituídos por adubos minerais, reduzindo as emissões de gases causadores do efeito estufa.

TÊXTIL – Algumas empresas conseguiram reduzir o descarte de materiais usando uma nova tecnologia. Uma máquina chamada desfibriladeira faz os retalhos de tecido voltar a ser fibras de algodão, a matéria prima original. A indústria tenta reduzir o consumo de água e de defensivos agrícolas.

MINERAÇÃO – O setor está se esforçando para aumentar a eficiência energética. Uma das alternativas usadas pelas empresas que lavram minério de ferro é transportar o material por dutos até as regiões portuárias. Isso reduz a necessidade de caminhões nas estradas, diminuindo o consumo de combustíveis fósseis.

Petróleo e Gás – O setor tem adotado medidas para reduzir as emissões de gases causadores do efeito estufa na produção de petróleo e gás natural, e no refino. Uma delas é construir refinarias novas que produzem o diesel com o petroquímico.

Fonte: revista Época 16 de junho de 2012


 

segunda-feira, 2 de julho de 2012


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A VIOLÊNCIA COMO OBJETIVO POLÍTICO

Em O Príncipe IX: “[...] porque em toda cidade
 Existem estes dois humores diversos que nascem disso:
 O povo deseja não ser comandado nem oprimido pelos grandes,
E os grandes desejam comandar
E oprimir o povo”. Nos Discursos I,4 :
“E sem dúvida, se considerarmos o objetivo dos nobres e dos
plebeus [nobili e degli ignobili],
Veremos naqueles grande desejo de dominar e nestes somente o
Desejo de não ser dominados e, por conseguinte,
Maior vontade de viver livres [“...]”. Finalmente, na
História de Florença III, 1:
 “As graves e naturais inimizades que há entre os homens do povo e os
nobres, causadas pela vontade que estes têm de
comandar e aqueles de não obedecer [“...]”.

Maquiavel

            Quando estudei história da arte, fiquei chocado com uma gravura que vi, na antiga Babilônia. Nela, o imperador Nabucodonosor, pessoalmente, cegava metodicamente os inimigos derrotados, com um estilete. No mesmo país, muito tempo depois, Saddam Hussein bombardeou, com gás mostarda, a população de origem curda de um povoado ao norte do Iraque, matando todos seus habitantes, mulheres e crianças inclusive.
            Na segunda metade do século passado, por questões aparentemente étnicas, houve um dos mais trágicos genocídios de um país africano, quando, em Ruanda, mais ou menos oitocentas mil pessoas foram assassinadas.  Atualmente, em Darfur, no Sudão, novo genocídio, comandado por milícias árabes, com violência sexual feita de maneira metódica e institucionalizada.

            Na chamada guerra do Kosovo, forças armadas sérvias da Iugoslávia trucidaram cidadãos separatistas albaneses, de origem bósnia, muçulmanos majoritariamente, assunto que provocou repúdio do mundo civilizado e levou à justiça internacional o presidente Slobodan Milosevic.

            Durante o nazi-fascismo, milhões de judeus, ciganos e outras minorias foram assassinados friamente, com método, pelas forças armadas alemãs, em nome de uma monstruosa faxina étnica.

            O genocídio e outros eventos de matança sistemática são tão horrendos e abomináveis que nos recusamos a admitir que sejam efeito de uma política de extermínio. Infelizmente, são.

            Carl von Clausewitz escreveu que 'a guerra é a continuação da política por outros meios'. Podemos dizer que o massacre de populações também é. Tivemos um exemplo recente dessa tese na chamada Guerra das Malvinas (Falklands) em que a ditadura argentina, já decadente, tenta prorrogar-se com a agressão a uma propriedade estrangeira, no caso, inglesa. O fim da guerra, que provocou muitas mortes de soldados argentinos, também levou à derrocada da ditadura.

            As ditaduras latinas americanas são um exemplo como  o poder político pode, também, praticar violência contra a população civil de seu próprio país.

            O desenvolvimento das nações e estabilidade das instituições democráticas tem sido o único antídoto para a violência de governos. Hoje não vemos democracias atacar democracias. Os Estados Unidos, país intervencionista, não arrisca fazer invasões em democracias, embora, no passado, já tenha feito isso.

            Violência contra o próprio povo, como a realizada na China, também não prospera em regimes democráticos.

            O Brasil tem um congresso formado por muitos criminosos, que distorcem sua finalidade. Ele foi formatado durante a ditadura militar, para dar poder ao executivo. Mesmo assim, devemos proteger nossas instituições, por mais defeituosas que pareçam. A alternativa autoritária é sempre a pior solução.