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sexta-feira, 4 de outubro de 2013



MARINA SEM GLÓRIA

Marina Silva não conseguiu viabilizar o projeto de ter seu próprio partido para concorrer à presidência da República. Segundo o TSE, não foram cumpridas, a tempo, as exigências necessárias à formação da nova agremiação partidária.

Esse fracasso deixa no ar uma indagação. Marina, que tentou criar um partido apenas para concorrer à presidência, não teve competência para isso? Ela teria competência, então, para administrar um país?

Mas vamos imaginar, só como exercício, que Marina conseguisse construir sua Rede e, com ela, candidatar-se ao cargo máximo. Vamos imaginar, também, que Marina vencesse a eleição. Ela seria nossa próxima presidente.

Na manhã seguinte ao resultado do pleito, Marina teria que procurar os líderes do PMDB, leia-se José Sarney e Renan Calheiros para conseguir governabilidade mínima. Logo após esse encontro, Marina iria reunir-se com Carlos Lupi, do PDT,  Benito Gama, do PTB,  Gilberto  Kassab, do PSD, além de outros menos votados, para  conseguir maioria para seu governo. Se tivesse bom senso, Marina iria pedir auxílio também para as lideranças do PSDB e do DEM.

É assim que as coisas funcionam em nosso país.

Lula, quando eleito, para não desestabilizar o Brasil, teve que fazer os mesmos acordos. Dilma deu continuidade à política de Lula.

Collor recusou-se a governar com o apoio do Congresso, comandado pelos partidos tradicionais. Foi apeado do governo.

Antes,  Jânio havia tentado governar o Brasil contrariando o que ele chamou de “forças  ocultas”. Precisou renunciar, deixando o país imerso em grave crise.

Mal comparando, é como alguém que quer instalar um negócio na Quinta Avenida, em Nova York. Antes de qualquer atitude, ele deve negociar proteção com a Máfia.

Sarney não precisou fazer acordos. Ele é própria Máfia.  





3 comentários:

  1. É, meu amigo e irmão José Contino Lisboa, assim caminha a humanidade... Nesse caso, o Brasil. E nós,vamos tentando sobreviver, imersos nesse mar de lama chamado política.

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  2. bOM TEXTO!!. Assim se faz política. Com acordos,concessões etc.Política é exatamente a arte do consenso.Sem negociação não é mais política. Já vivemos isso.

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  3. Meu amigo, vc pintou o quadro da dor do Brasil, sem moldura, em rápidas pinceladas.

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