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quarta-feira, 11 de abril de 2012




AFINAL, PARA QUE SERVE A FELICIDADE?
        
            Agnés Varda dirigiu um filme muito interessante. Seu nome: Le Bonheur. No Brasil traduziram para As Duas Faces da Felicidade, título que não expressa a sutileza do tema.

            O filme narra a estória de um homem simples, casado, que ama sua mulher e seus dois filhos. Ela também o ama. Ele sente-se realizado com seu trabalho. Todos compõem uma família feliz.

            Ao realizar uma viagem a trabalho, o homem encontra-se com outra mulher, solteira, apaixona-se e começa a ter um caso com ela. Ele descobre, assim, um desdobramento de sua felicidade. Sente que necessita contar para sua esposa aquela nova experiência, afinal eles nunca tiveram segredos um para o outro.

            Em um fim de semana, no parque em que sempre a família se diverte, o homem conta para a mulher sua nova experiência, sempre afirmando que continua a amá-la. Ela pergunta se ele também ama a outra. Ele afirma que sim, ama as duas. Ela, aparentemente, aceita a nova situação.

            Ele dorme e quando acorda, verifica que sua mulher desapareceu. Acaba descobrindo que ela tinha se suicidado, afogando-se no lago do parque.

            O homem enterra sua esposa e logo procura a outra, a quem propõe casamento. Ela aceita e logo é constituída uma nova família, com a mesma felicidade anterior.

            Existe muita gente que desperdiça a vida procurando a felicidade. Comete um engano básico.

            A felicidade não é finalidade de vida. Na verdade, a felicidade não é finalidade de nada. A finalidade da vida é servir.

            A felicidade é apenas um subproduto, não essencial, da trajetória básica de vida, que é de servir.

            Se pudéssemos perguntar à Madre Teresa de Calcutá se ela era feliz, provavelmente ela sorriria apenas. Essa pergunta não teria sentido para ela. Porque felicidade é um estado de fé e este estado era da própria essência de Madre Teresa.

            Vejam bem, não participo de nenhuma filosofia estoica. Apenas sou prático.
           
           



            

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