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segunda-feira, 26 de novembro de 2012




a história se repete
(ou como uma xoxota bem administrada pode render mais que poço de petróleo)


EPISÓDIO 1 – Em 1981, quando a ditadura militar entrava em lenta agonia, roída por dentro por causa da anarquia nos quartéis e do crescimento vertiginoso da corrupção, um grupo de oficiais fanáticos pela linha dura decidiu marcar sua presença explodindo bombas no Riocentro, quando ali se desenrolaria um ato pelo fim da ditadura, no Dia do Trabalho.

            O atentado foi preparado com um mês de antecedência e visava provocar pânico no público do evento e mesmo provocar a morte de muitos. As saídas do estádio foram trancadas com correntes, para impedir a fuga das pessoas e fazer que houvesse esmagamento de muitas delas, no tumulto. Para incriminar a esquerda, foram feitas pichações nas redondezas, com a sigla VPR, que já não mais existia.

            O fiasco que se tornou a tentativa de atentado mostrou que os militares foram péssimos alunos de seus colegas americanos os quais, pacientemente, os instruíram em técnicas de contra insurreição, incluídas aí sofisticados equipamentos de tortura física e moral e, certamente, manuseio de explosivos.

            Após o fracasso da operação, com a morte do sargento Rosário e graves ferimentos no capitão Wilson Machado, os militares tentaram maquiar o acontecimento, culpando ora quem? A esquerda. Ninguém acreditou quando foi montado um teatro, com slides e um abatido capitão tentou, minuciosamente, comprovar que a responsabilidade do atentado era, claro, da esquerda.

            Entretanto, em um regime de exceção, a sociedade teve de aceitar calada a farsa. O episódio teve mesmo desdobramentos na esfera militar, com punições de oficiais e acabou acelerando a derrocada da ditadura, que se encerrou melancolicamente em 1985.

            Todos os detalhes desses acontecimentos apareceram agora, revelados por Zero Hora, quando do assassinato do coronel Molinas, um dedicado servidor do Doi Codi, na época. O coronel, quando foi para a reserva, carregou toda a documentação desse e de outros fatos. Ficou-se sabendo, também, que o sargento Rosário, perito em explosivos, era autodidata.


EPISÓDIO 2 – Após a explosão do caso Rosemary Novoa de Noronha, a turma de choque do Partido dos Trabalhadores, o partido perseguido pela ditadura militar, reinventa a maquiagem dos fatos para proteger seus dirigentes.

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