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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

 
PAUL CÉZANNE - SEMANA DE PAIXÃO PELA PINTURA
 
 
Paul Cézanne nasceu em 19 de janeiro de 1839, no sul da França, na Provença, região procurada por muitos pintores e artistas pela luminosidade esplêndida e suave que fez e faz a delícia de quem por lá anda.
Sua cidade natal é a bela Aix-en-Provence, cuja natureza certamente influenciou seu bom gosto. Como uma das maiores figuras dos movimentos Impressionista e Pós-impressionista, Cézanne exerceu enorme influência na Arte Moderna.
A Provença foi sempre sua inesgotável fonte de inspiração e de ânimo na luta para conseguir dominar a arte que queria exercer em toda sua plenitude. Outros artistas pintaram essa região, mas foi Cézanne quem a transformou num lugar essencialmente dele.
 
 
Desde o início de sua carreira, Cézanne se interessou por naturezas-mortas. As que ele pintou entre 1895 e 1899, nas quais vemos lindas maçãs, laranjas ou peras, ora com belas cortinas, ora com cestas, mas sempre com peças em faiança, arranjadas sobre uma toalha branca jogada displicentemente sobre a mesa, são as mais conhecidas de suas obras. Acima: A Mesa da Cozinha. Abaixo: O Cesto de Maçãs
 
 
 
Lembram as pinturas flamengas do século XVII. O efeito conseguido por Cézanne, a plasticidade de sua linguagem artística, dá novo fôlego a esse tema. São quadros que combinam modernidade e beleza suntuosa.
O que é curioso é que para Cézanne a natureza morta é um tema como outro qualquer, equivalente ao corpo humano ou a uma paisagem, mas que se prestava especialmente bem às suas pesquisas sobre espaço, geometria dos volumes, correspondência entre cores e formas.
Ele aplicava a cor em grossas camadas, em pinceladas curtas, criando uma textura que enfatiza as formas geométricas. As maçãs, esféricas, são criadas com pinceladas regulares cuidadosamente arranjadas, paralelas, claramente visíveis quando se olha a tela de perto.
Era uma visão completamente diferente da de seus antecessores imediatos, os Impressionistas. Cézanne não queria pintar a impressão que a imagem lhe causava, ele queria pintar a própria imagem.
 
 
A imagem lhe era tão importante quanto o tema. A série de cinco telas Os Jogadores de Cartas é uma aula em Cézanne: a primeira versão (à esquerda) está na Barnes Foundation de Merion, Pensivânia. Os modelos são camponeses da região. Ele respeitava e admirava a vida do dia a dia dos camponeses pois, para ele, era isso o que mantinha vivos os valores tradicionais que ele acreditava estarem sendo ameaçados pelas modas vindas das grandes cidades.
A segunda é a do Metropolitan de Nova York, que ele reduziu à metade, dispensando inclusive uma das figuras; a terceira é a do Instituto Courtauld de Londres, já só com dois jogadores e algum espaço. 
Assim foi reduzindo a cena ao essencial até chegar à maravilha que vemos no Museu d’ Orsay, a quarta versão, onde as duas figuras, em silenciosa concentração, são dois volumes que separam o espaço em duas áreas simétricas, o que só acentua a oposição entre os dois. São jogadores, um quer vencer o outro:
 
 
 
 
 
A quinta versão pertence ao um colecionador particular, que vive em Estocolmo.
Para Cézanne a imagem dos camponeses concentrados em seu jogo de cartas é o contraponto vivo da paisagem da região, com a Montanha Sainte Victoire que ele pintou tantas vezes, tal o significado que tinha para ele.
“Hoje, na verdade, tudo mudou, mas não para mim. Vivo na cidade da minha infância e é com os olhar das pessoas da minha idade que revejo o passado. Amo acima de tudo mais a aparência das pessoas que envelheceram sem desprezar os costumes de antigamente”, ele escreveu a um amigo.
Paul Cézanne faleceu em 1906.
 
Extraído do Blog do Noblat
 
 
 

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