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sábado, 22 de junho de 2013




a herdeira
       
Pois é, Dilma desce a ladeira. Qualquer analista político com alguma lucidez poderia ter previsto isto. E muitos previram. Há algum tempo que se clamava contra os gastos estratosféricos do governo federal, do descontrole fiscal, da falta de regramento, que espanta o investidor, do descalabro da saúde pública, do desmonte do sistema de transporte que apodrece nossa produção, encarecendo-a, etc., etc.
       
Mas o governo seguia impávido rumo ao naufrágio, como Titanic seguiu rumo ao iceberg. Dilma queria resolver os problemas da Nação dando incentivos. Ora para a indústria automobilística, toda estrangeira, ora para os fabricantes de eletrodomésticos linha branca, ora crédito para os participantes do programa minha casa, minha vida. Todas medidas tópicas, pontuais. Bandeides contra hemorragia profunda.

        Dilma é herdeira de Lula. Lula fez dois governos extremamente populares. Em seus mandatos, no Brasil foi criado o bolsa família, que não só erradicou mais de trinta milhões de brasileiros da miséria como irrigou com dinheiro toda uma rede capilar de pequenos negócios.

        O governo Lula estendeu seu braço diplomático para outras nações do terceiro mundo, que agora, em plena crise dos países tradicionais, continuam se desenvolvendo, como os países africanos, permitindo novos mercados exportadores.

        O governo Lula trouxe a Copa do Mundo e as Olimpíadas para o Brasil, o que, na época, serviu para exacerbadas emoções patrióticas.

        Então, o que houve? Por que bastou a presidenta iniciar seu governo para as coisas começarem a dar errado?

        Vamos ver. Lula pegou o bonde andando de uma economia mundial que se desenvolvia extraordinariamente, capitaneada pela China. No tempo de Lula, nossas commodities vendiam como água. Dilma chegou em plena ressaca econômica.

        Lula tinha a faca e o queijo na mão para modernizar o Brasil, estimulando e encaminhando as reformas políticas, fiscais e trabalhistas. Não o fez, mesmo tendo maioria esmagadora no congresso. Por que não fez essas reformas Não se sabe.

No Brasil, sempre o congresso foi subserviente aos interesses do executivo. O congresso brasileiro é apático e preguiçoso. Somente 30% das leis brasileiras são de iniciativa dele. O restante é do executivo. O congresso brasileiro é tão passivo que aprovou até o furto de Collor à poupança brasileira. Lula tinha confortável maioria no congresso. Ainda assim, seus assessores mais diretos ainda criaram o mensalão para aumentar ainda mais essa maioria. Por quê? Para que? Não se sabe.

        Sem as reformas modernizadoras, o Brasil patinou crescendo pouco, enquanto o resto do mundo crescia muito. No período Lula, a sociedade como um todo teve expansão econômica pela quantidade enorme de dinheiro que o governo injetou no país. Mas esse estímulo creditício, junto com todas as outras bondades governamentais, haveria de acabar, por exaustão.

        Dilma pegou um país de ressaca, depois do grande porre com dinheiro do governo.

        Dilma, em pese seu passado correto de administradora, não é política, nem nunca será, não é seu perfil. Entretanto, Lula utilizou todo seu prestígio para consagrá-la nas urnas.

        Lula é um estrategista excepcional. Certamente sabia que sua herdeira daria com os burros n’água. Por que fez isso? Não se sabe.

Sabe-se com certeza que a sociedade cansou de Dilma e de seu governo corrupto e ineficiente.


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