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sexta-feira, 21 de junho de 2013




lula, o filho da ditadura
       

Quando a ditadura militar estava em seus últimos estertores, coube ao seu grande estrategista, Golbery do Couto e Silva, pensar no futuro do país, após a redemocratização.

        O grande pavor do movimento militar era a possibilidade do Brasil ser governado por líderes do MDB. O último ditador, João Baptista Figueiredo, tinha especial ojeriza por Ulisses Guimarães. A ditadura literalmente soltou os cachorros em Ulisses.

        O velho líder peemedebista deu o troco quando a constituição de 1988 foi promulgada. Ele disse, textualmente, “tenho nojo da ditadura”.

        Quem poderia ser o contraponto? Ora, havia um líder operário, formado pelo velho sindicalismo brasileiro, que costumava fazer discursos contra a ditadura, na frente das fábricas. Ele até já havia passado uma semana preso, por conta de suas manifestações (essa semana garantiu a ele, polpuda aposentadoria, mais tarde).

        Sim, Luis Inácio da Silva, futuramente Luis Inácio Lula da Silva, ou, simplesmente, Lula.

        Lula não tinha em seu currículo a participação em grupos armados. Sindicatos sempre foram, no Brasil, palco de negociações e negociatas com todos os governos, desde a outra ditadura, a getulista, quando foram criados. O imposto sindical é um penduricalho da ditadura getulista que se mantém até hoje.

        Não deu outra, foi criado o Partido dos Trabalhadores, agremiação com discurso moralista e com bandeiras esquerdistas. Lula conquistou o poder, não sem antes sofrer grandes derrotas.

        Lula, quando necessário, abandonou seus velhos companheiros e aliou-se a líderes civis da ditadura, como Maluf e Sarney.

        O velho Golbery pode dormir tranquilo seu sono eterno. Lula em seus oito anos de governo, nunca fez nada para modificar a Lei da Anistia do governo militar, diferentemente do que fizeram a Argentina e Chile.

Ao contrário, desestimulou qualquer movimento político neste sentido e seu governo cuidou de manter escondidos os arquivos dos órgãos de segurança, onde constavam as atrocidades cometidas contra brasileiros inocentes, como Zuzu Angel, Manoel Fiel Filho, Vladmir Herzog, Rubens Paiva e muitos outros.

Coube a Dilma liberar esses arquivos. Antes tarde do que nunca.

        

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