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quinta-feira, 27 de setembro de 2012


  che, 
mito
  



Jaime Costa Vásquez, um ex-comandante do exército revolucionário conhecido como “El Catalán”, disse recentemente que Che “não sabia andar de motocicleta!” E Jaime saberia porque ele participou do malfadado assalto de Castro ao Quartel Moncada em 1953, e esteve a bordo do iate Granma em sua expedição junto com Che Guevara, Castro e com seu irmão Raúl, para se infiltrar em Cuba e lutar contra Batista.

Costa, agora com seus setenta anos, fez esse comentário em 29 de setembro de 2004, em Nova York, durante a apresentação do seu livro de memórias, respondendo a uma pergunta da platéia sobre o filme “Diários de Motocicleta” (Robert Redford, seu produtor executivo, é um descarado colaborador de Castro). Costa conheceu Castro, Raúl e Che pessoalmente por muitos anos.

Ele acrescentou que “inequivocamente” sabe desse detalhe porque em várias ocasiões ele foi de motocicleta aos redores de Havana com Castro e seus camaradas, e “Che nunca foi junto com eles mesmo quando pediam para acompanhá-los. Tudo o que ele fazia era acenar um “Tchau” timidamente, porque ele não sabia pilotar uma motocicleta!”
Uma pessoa presente nessa apresentação comentou: “Ah, a fábrica de mitos da esquerda que incessantemente o diviniza! Daqui a pouco o terão descendo dos céus em uma nuvem!”

Outra pessoa familiarizada com a história da Revolução cubana me disse: “É bom saber disso, mas, por favor, informe a Harley-Davidson Corporation antes que eles coloquem o Che em um comercial.”

“Eu poderia acrescentar que o Dr. Guevara, como todos os seus outros personagens de histórias em quadrinhos, é essencialmente mítico, ou no mínimo fictício.

“Embora estivesse lá em pessoa, Guevara era tão desconectado dos fatos atuais de como a então chamada Revolução Cubana tornou-se conhecida, que, em certo sentido, é completamente patético. Ele interpretou uma novela cubana como se ela tivesse sido a Ilíada. Ele projetou a épica Grande Marcha de Mao Tsé-Tung para a batalha da província de Santa Clara, Cuba, em resultado um café-com-leite tornado possível com o dinheiro com que Julio Lobo e outros companheiros magnatas cubanos compraram o miserável exército de Batista.

“Então, quando ele tentou replicar aquilo na Bolívia, e o Exército Boliviano lutou de verdade – incidentalmente em um território bem mais rígido do que o de Cuba – a operação de Guevara foi rapidamente desvendada e ele terminou como um pedaço de bife na tábua de uma cozinha boliviana, um destino que nenhum dos seus outros seguidores lunáticos de extrema-esquerda se considerou apto a imitar.

“O problema com Che Guevara é que ele não é um mito positivo saudável à vida, mas um mito completamente contraproducente que alimenta os piores e mais destrutivos impulsos na mentalidade latino-americana – o que eu chamo de “política de ginásio” – combinada com uma compreensão adolescente do mundo e um desejo niilista de martírio (e até mesmo com direito a uma boa dose de necrofilia argentina brega). Lembremo-nos de que a canonização de Guevara começou com aquela foto infame dele morto, parecendo um Cristo de Mantegna.

“Guevara foi catastrófico para Cuba, e teria sido catastrófico para toda a América Latina não fosse seu prematuro desaparecimento.

“Guevara é hoje digno de zombaria, e o mais triste de tudo isso é que ninguém fez a ele o que Michael Moore fez a Bush, ou seja, uma boa paródia.

“Nós o tratamos como uma lenda, um Prometeu, figura quase trágica, em vez do que ele realmente foi: um médico nada bom, um Mickey Mouse com uma boina, um moleque argentino mimado que quase por acidente entrou – já não se pode mais dizer que foi de motocicleta – em uma vigarice política aspirada a ser chamada de revolução.

“Tratem-no pelo que ele realmente foi – ele até se parecia um pouco com ele –: o Cantinflas da Revolução Cubana.”

Micos de Motocicleta - Agustín Blázquez


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