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segunda-feira, 16 de julho de 2012


IRMÃO E IRMÃO (I)

CORRESPONDÊNCIA RELATIVA À POSTAGEM DA TRANSPOSIÇÃO DO RIO SÃO FRANCISCO 

Quidi

Sou solidário com a tua indignação, tanto que coloquei a matéria no blogue. Só que acho o assunto mais complexo do que uma simples roubalheira do governo atual.

Quando trabalhei no Estado, em 99, um CC foi demitido porque o pegaram roubando cartuchos vazios das copiadoras, que eram vendidos, por ele, para as empresas que recarregam esse material. Não sei o que o Estado faz com os cartuchos vazios, que são muitos. 

Outro exemplo de quando trabalhava na secretaria da educação. Uma obra emergencial costumava demorar seis meses ou mais para ser iniciada, por conta de todos os cuidados que havia para evitar o desvio de dinheiro público. No final, o custo em agravamento de danos e mesmo de desperdício era maior do que os dos possíveis desvios.

Do poder público se rouba tudo, desde clips até aviões. Existe uma mentalidade, que vem desde as capitanias hereditárias, ou antes, de que o que é público é de todos e, ao mesmo tempo, não é de ninguém.

Vivemos em numa cleptocracia, onde políticos, empreiteiros, prestadores de serviço e toda uma fauna reúnem-se para roubar. Isso já é antigo. O roubo agora ficou maior porque o país está maior e tem mais dinheiro público circulando. O MP e a polícia federal, dois órgãos sérios, não têm mãos para investigar tanta ladroeira.

O pior é que a estrutura administrativa, financeira e jurídica foi montada por ladrões e é feita para facilitar o roubo e garantir impunidade.

Não dá para fazer acusação simples sem nos debruçarmos na estrutura em que vivemos e que precisa, urgentemente, ser mudada. Nossos governantes não estão sozinhos.

Grande abraço
Continua mandando material
Teu irmão

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