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segunda-feira, 22 de outubro de 2012



blogue do zeca



doze homens e uma sentença

    Assisti hoje a “Doze Homens e uma Sentença (12 Angry Men, 1957)”. O filme, de Sidney Lumet, na verdade é um filmaço. Narra o drama de doze jurados, trancados em uma sala para decidir sobre a sentença a um jovem latino, acusado de matar o pai. A pena, pelo tipo de homicídio é, necessariamente, a capital.

    A posição dos jurados, diante das evidências apresentadas no julgamento é decidir pela condenação do réu, para irem logo embora (há um jogo de beisebol à noite que ninguém quer perder).

    É feita votação inicial, que, espera-se, não passe de uma formalidade para encerrar o assunto. Entretanto, um dos jurados, argumentando que não está certo sobre a culpabilidade do réu, vota por sua inocência. A regra do júri é clara, o veredicto tem que ser unânime.

    O jurado, que afirma não ter certeza sobre a culpabilidade do jovem, vai, lentamente e de maneira clara e lógica, convencendo os demais jurados de sua posição.

    Doze Homens e uma Sentença é uma crítica ao preconceito, ao racismo e ao comodismo. É, também, homenagem àqueles, que, mesmo em minoria, lutam por suas ideias.

    Verifiquei um fato interessante, que, provavelmente, nos diferencia dos anglo-saxões. No Brasil não há pena de morte, Nos EUA, a pena de morte não só existe como, às vezes, é obrigatória.

    Quando eram feitas as votações, havia dois votos: culpado (guilt) ou não culpado (not guilt). Essa é uma grande diferença no ordenamento jurídico e mesmo na filosofia anglo-saxônica com relação à latina. Lá não existe a palavra inocente. Portanto, ninguém é inocente, é apenas não culpado.

2 comentários:

  1. É verdade. E acima de tudo,pelo menos neste filme espetacular prevalece a justiça. Diferente hoje do mensalão em que ninguém sabe detalhes mas todos já julgaram e criminaram.Inclusive quem nem está sendo julgado.

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  2. Ah, Dila, dizer que o Lulinha Paz e Amor não sabia de nada é ofender a inteligência dele.

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