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quarta-feira, 1 de agosto de 2012


blogue do zeca


Clube de Nadismo
Meditação transcendental? Esqueça. Yoga? Esqueça. Zen? Esqueça.

Existe coisa muito melhor. Já temos o Clube de Nadismo. Essa entidade, orgulho dos gaúchos (foi criada aqui) já existe há dois anos. Seu fundador é Marcelo Bohrer, um designer, que teve a ideia de criar a filosofia do “dolce far niente”, depois de sofrer estresse profundo, quando trabalhava em Londres.

De acordo com o artigo 59 do decreto-lei 3688, de 3 de outubro de 1941, a vadiagem é contravenção penal. Classificada como a prática de “entregar-se habitualmente à ociosidade”, pode levar o autor da vadiagem à prisão.

Isso não assusta os sócios do Clube do Nadismo, que se dedicam ao ócio com fervor quase religioso, pelo menos por um período de tempo durante o dia.

O clube, desde 2006, organiza encontros (ir) regulares em parques em praças e outros logradouros públicos, quando se dedicam justamente a isso: não fazer nada. Ele leva ao extremo o movimento internacional “slow”, criador da expressão “slow food”.  Prega que a melhor maneira de se erradicar o estresse e a ansiedade não é diminuindo o ritmo de vida e sim, paralisando-o.

A sociedade moderna criou um novo pecado capital: o ócio. Precisamos estar sempre fazendo alguma coisa, ou trabalhando, ou nos divertindo, ou nos exercitando, levando a atividade física e/ou mental ao paradoxismo. O resultado é como se tivéssemos um relógio que continuamente levasse corda, até começar a funcionar erraticamente.

A solução lógica para este estado de pré-loucura é parar. Isso mesmo, parar.

Por isso a importância do princípio de Bohrer. O princípio do nadismo. Ele se baseia em uma tática de luta oriental. Em vez nos opormos a uma força contrária, direcionamo-la para trabalhar para nós. Então, por que não marcar um novo compromisso, dia e hora para não fazer nada? Essa ideia é genial.

Como disse, temos o privilégio de contar, em Porto Alegre, com a sede de fundação do Clube de Nadismo. Aqui ele tem em torno de 1.500 sócios. Mas o Clube tem sócios em outros locais, aqui e no exterior, onde conta com “embaixadores de nadismo”.

Confesso que achei o Clube de Nadismo fascinante, até porque cada vez me convenço que a vagabundagem é o estádio mais perfeito da vida humana. Vejam se um gato dormindo no meio da tarde não é o protótipo da felicidade aqui na terra.

Se quiserem saber mais sobre a filosofia do nadismo, sugiro que acessem:


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