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sábado, 19 de maio de 2012


blogue do zeca


CRI-ATIVOS E CRI-PASSIVOS

        Conto, a seguir, duas fábulas:
       
        Havia, em um reino, na Ásia antiga, um criador de flores. Esse criador ficou famoso pela beleza de suas plantas, contadas às centenas. Sua fama chegou ao rei. Ele demonstrou desejo de conhecer o trabalho de seu súdito. Mandou avisar ao criador que lhe faria uma visita.

        No dia marcado, chegou o rei, com todo seu séquito, à Residência do florista. Este os encaminhou ao jardim, onde havia eliminado todas as flores, deixando apenas uma, a mais bonita.

        Em outro reino, agora no ocidente, destacava-se um pintor, artista consagrado. O rei, querendo testar seus méritos, encomendou-lhe um quadro de um galo. O pintor solicitou prazo para o trabalho, no que foi atendido.

        Vencido o prazo, o rei foi ao atelier do artista para receber seu quadro. Chegou e, ao não ver quadro nenhum, perguntou pela sua encomenda. O artista pediu um momento e, rapidamente, executou bela pintura de um galo.

        O rei, que não era muito tolerante, enfureceu-se, dizendo que para fazer tal quadro, o artista não precisava solicitar prazo. O artista, sem dizer uma palavra, o encaminhou à outra sala, anexa, onde havia centenas de estudos de galos.

        Os dois personagens das fábulas eram cri-ativos. Além disso, eram pessoas corajosas e despojadas.

        Existe, entretanto, um grande número de pessoas seguindo apenas outras que tomaram as rédeas de suas vidas. São os cri-passivos. Essas pessoas, embora, muitas vezes, com bom nível cultural, não tomam iniciativa de gerar ideias próprias. Por quê?

        Será por que não querem expor o que sentem? Será que não querem sair de “sua zona de conforto”? Será que tem medo de perder algo?

        

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